Já reparou que a maioria das mulheres, pra não dizer todas elas, tem mania de ficar classificando o que é coisa própria de homem fazer e o que é coisa de mulher? Elas possuem uma certa mania ou vício de linguagem onde sempre se destacam frases como “homem não liga pra esse tipo de coisa, só as mulheres mesmo”, ou “isso é coisa de homem, vai lá e faz”, ou “ah! Só mulher percebe esse tipo coisa.” Parece que estão sempre preocupadas em colocar cada coisa em seu lugar, quando o assunto é convivência e comportamento. Será uma forma de se auto-afirmarem como fêmeas?Para a maioria das mulheres os homens não pensam muito e fazem tudo no automático por que é do instinto “hominical”. Na guerra dos sexos estamos (nós homens) sempre em desvantagem, pois nunca percebemos nada, não temos sensibilidade, intuição, percepção, audição e nem capacidade cognitiva de processar aquilo vem do mundo das emoções. Após mais de três décadas convivendo, conversando e ouvindo o papo de mulheres na minha orelha, descobri que tem coisas que eu faço e que só homem faz! Mas que também tem coisas de homem que eu deveria fazer - por que eu sou homem - e não faço! A partir dessas descobertas de extrema e fundamental importância listei algumas coisas que faço e não faço. Para facilitar o entendimento separei em categorias hermeticamente fechadas – do jeito que elas costumam comentar – porém, com uma pitada de rigor acadêmico para irritar quem arriscar uma leitura disso, vamos a elas:
Coisas de homem que eu faço: olhar a lataria e pneus do carro minuciosamente após chegar em casa, trocar de canal incessantemente enquanto assisto à tv, cortar o meu próprio cabelo em casa com maquininha, pintar parede do apartamento, arroto sonoro, xingar palavrão alto no trânsito, ver programa de esportes na televisão, ressuscitar pão amanhecido no forno microondas e mais um monte de coisas que não dá pra falar.
Coisas de homem que eu “não” faço: mexer com churrasqueira, consertar carro enguiçado, trocar pneu (por isso eu sempre verifico antes de sair de casa), torcer pra time de futebol, beber cerveja, coçar as partes íntimas na frente dos outros e mais um monte de coisas que não dá pra falar.
Coisas que “não são” de homem e que eu faço: limpar casa, lavar roupa, falar ao telefone, cruzar as pernas quando estou sentado, lavar as mãos depois de ir ao banheiro, falar da vida alheia, levantar a tampa da privada, assistir novela e só isso, mas só isso mesmo!
Coisas que “não eram” de homem e “agora são” e eu “não faço”: chapinha no cabelo, usar camisa cor de rosa, vestir calça colorida e apertadinha nas canelinhas, passar aquele treco preto nos olhos, fazer luzes no cabelo, arrancar os pelos da sobrancelha, dançar o reboleichanchan e mais um monte de coisas.
Coisas que “não são” de homem e que eu “não faço de jeito nenhum”: pintar unha com esmalte transparente, ler horóscopo, perguntar o signo dos outros, ir ao show do Fábio Jr., chorar... ops...só se for por um bom motivo!
Pois bem, concluindo a análise do método positivista das categorias a priori e tendo em vista os pressupostos metodológicos da ontologia do ser passional e considerando a divisão social sexual do trabalho como a forma mais primitiva de cultura familiar, concluo que tem coisas muito mais relevantes do ponto de vista filosófico para nos preocuparmos do que ficar atento se o cara vai levantar o dedinho mínimo ao tomar uma xícara de café. Deduzo assim que se você que começou e conseguiu ler este texto até aqui porque achou o título curioso, e se é mulher, deve ter achado o conteúdo chato pra burro e não é pra menos, pois elevei ao cubo aquilo que vocês costumam fazer durante os bate-papos. Mas se você é homem, creio que nem chegou até aqui, pois esse papinho de teste de Revista Capricho não te atrai nem um pouco, não é mesmo? Não que eu leia esse tipo de publicação, apenas ouvi falar... sabe como é, ler coisinhas sobre comportamento masculino e feminino não é coisa de homem... ou é?
Inspiração: Homem que é homem do "meu xará" Luis Fernando Verissimo
Imagem retirada do site: www.tuentifotos.com