Pai que
educai vossos filhos
Dai-me um
auxílio, dai-me um auxílio
Eu fui criado
sem religião mas tive educação
E agora que
chegou a hora de educar
Eu não consigo,
eu não consigo
Esse menino
nunca ouve o que eu digo.
Ei-lo, ei-la,
ou ele é?
Ei-lo, ei-la, é
ele ou Eloá?
Quando olhei, vi
no seu olhar
Havia algo
oculto, difícil explicar
Então já sabia
no que isso ia dar
Deixei pra que
o tempo viesse atestar
Plantei cravos
aos pés do altar, deram rosas
Em seu lugar.
Ei-lo, ei-la, é o
que é?
Ei-lo, ei-la, é
ele ou Eloá?
Eu andei bem
devagar pra que a vida
Não saísse do
seu devido lugar.
Eu rezei até
calejar, pensei que o mundo
Poderia acabar
E os outros, o
que vão falar?
Ás vezes o
silêncio é uma forma de criticar
Ei-lo, ei-la, eis
pois é?
Ei-lo, ei-la, é
ele ou Eloá?
Ele lá, Eloá livre arbítrio pra voar
Ei-lo lá, ele
já decidiu não mais voltar
Sei que há Eli
lá um motivo pra sacar
Outras crianças
hão de perguntar
Então diga: “a
vida é feita pra acabar.”
Inspiração: Filme "Deixe ela entrar" (“Låt den rätte komma in”, SE, 2008)
Foto:http://www.cinemaqui.com.br/wp-content/uploads/2010/11/deixe-ela-entrar.jpg


