quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Que eu te escuto

Rasgue o verbo,
chora,
prossiga,
diga.

Pelos cotovelos,
mais que a boca,
mais que o homem da cobra,
do que pobre na chuva.

Sem papas na língua,
sem deixar passar em branco,
sem respirar,
nem engolir saliva

Com verborragia,
com incontinência verbal,
como matraca,
como se eu fosse Beethoven.

Faça seu discurso,
solte o que está preso na garganta,
em alto e bom som,
pra quem quiser ouvir.

Quem cala consente,
cale-se e te abstenha,
Conta tudo, não esconda nada.
Fala... que eu te escuto.

Um comentário:

Alexandre disse...

quando crescer quero ser assim, inteligente, agradavel, romatico, e um cara que qualquer homem ou mulher gostaria de ter do lado, na frente e atras, um beijo ALexandre Costa